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O que fazer, ver e visitar em Bali!

2018-02-16
Tempo de Viajar
André Parente
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Bali é um dos meus destinos favoritos em todo o mundo. Não tenho como negá-lo, ainda que por vezes o quisesse! Na verdade, muitos viajantes que visitam a “ilha dos deuses”, particularmente se o fizerem e diversas ocasiões e por períodos prolongados, ficam com um sentimento de quase amor-ódio por este sítio.

Passar tempo em Bali pode ser, em diversos aspectos, uma experiência muito intensa e não tenho qualquer dúvida que aqui existe uma energia especial!

Passar o final de tarde no templo de Tanah Lot

Tanah Lot significa algo como “terra água” em Balinês. E isso vai fazer todo o sentido uma vez que se chega a este templo, um dos mais bonitos e visitados na ilha de Bali. Aliás, há vários templos em Bali que se situam mar adentro, uma vez que os Balineses são tementes ao Deuses do mar a aí os constroem para os apaziguar. A melhor altura para visitar Tanah Lot é ao final da tarde, a tempo de ver o pôr-do-sol, e preferencialmente num dia em que se apanha a maré vaza. Mas, atenção, esta é obviamente a hora em que toda a gente segue para lá, pelo que o trânsito é caótico e o trajecto pode demorar horas!

Viver o lifestyle de Canggu

Até há poucos anos atrás, Canggu não era mais de que uma pequena aldeia agrícola, onde apenas os mais aventureiros iam fazer surf ou passear para se afastar um pouco do rebuliço de Kuta. Hoje, é um dos principais destinos em Bali! Capital hipster da ilha, aqui tudo gira à volta do lifestyle, vida nocturna, yoga, surf (particularmente interessante para iniciados) e comida saudável. O ambiente é muito relaxado e, como se costuma dizer, cheio de “gente gira”. Encontra-se um pouco de tudo e para todos os gostos. Confesso que não é a minha zona preferida, em temos de geografia a beleza natural mas, inegavelmente, é um bom lugar para passar algum tempo!

Conhecer Ubud e os terraços de arroz

Sendo a capital cultural de Bali, Ubud faz sempre parte de qualquer roteiro pela ilha de Bali e, em muitos casos, é mesmo o principal destino. As experiências culturais, como museus, palácios, oficinas de escultores e espectáculos de danças tradicionais abundam na cidade e este é o local certo para alinhar em tudo isso! Outros locais que, normalmente, fazem parte da lista dos viajantes são a Monkey Forest, os terraços de arroz de Tegallalang e Campuhan Ridge Walk. Mas querem saber um segredo? Alugar uma mota e andar a passear sem destino pelas aldeias à volta de Ubud é o melhor a fazer!

Aproveitar Uluwatu e as praias do Bukit

Bukit significa “colina” em Bahasa indonésio e malaio e, muitas vezes, quando alguém fala na zona de Uluwatu quer, na verdade, referir-se a toda a área da chamada Península do Bukit (sul de Jimbaran, Pecatu, Balangan, Dreamland, Padang-Padang, Uluwatu, Bingin, etc). Esta sempre foi, por excelência, a melhor zona de surf em Bali, especialmente apropriada para surfistas intermédios e avançados, mas já há alguns anos que é procurada por todo o tipo de turistas e viajantes. Além do surf e das praias, que por sinal são lindas e valem a pena conhecer, quase todos os dias da semana há uma festa num local fixo (Single Fin, Cashew Tree, praia de Padang-Padang, etc), pelo que não falta diversão!

Escapar aos macacos no templo de Uluwatu e assistir à turística Kecak Dance

Situado no cimo dos penhascos da ponta de Uluwatu, este é outro templo com um visual incrível. Para quem está alojado nesta zona (Uluwatu, Padang Padang, Bingin, etc), é só seguir pela estrada Jl Pantai Suluban, de preferência de mota para fintar o trânsito e arranjar sitio para parar, que vai dar direitinho à entrada do parque de estacionamento. Para quem tem que vir de Kuta, Seminyak e Canggu, o melhor é sair cedinho porque o trânsito pode ser muito. Todos os dias há um espectáculo de Kecak Dance ao final da tarde, a melhor altura em termos de luz para ver e tirar fotos. É caro e muito turístico… mas, aqui entre nós que ninguém nos ouve, vale a pena! ;)

Espraiar ao sol nos areais e relvados de Nusa Dua

Nusa Dua é a “zona resort” de Bali onde se encontram a maioria dos grandes hotéis das cadeias internacionais e similares. É uma zona muito bem arranjada e organizada, com jardins a relvados, trânsito controlado, boas praias protegidas da ondulação, etc. Não é a zona mais característica da ilha nem onde se vai ter mais contacto com a vida local, mas é um bom destino para quem gosta deste conceito de férias e alojamento tipo resort. Mas, mesmo para quem prefere ficar noutro tipo de ambiente, vale a pena ir conhecer durante uma manhã ou tarde!

Apanhar as melhores ondas da vida

Já não é segredo nenhum que toda a Indonésia é um destino de excelência para o surf, sendo que a ilha de Bali é, provavelmente, a mais conhecida e também, para o bem e para o mal, a que recebe mais gente. Canggu, Kuta Beach e Reef, Airports, Balangan, Uluwatu, Padang-Padang, Medewi e Balian, Green Bowl, Keramas, são apenas algumas das ondas mais conhecidas da ilha mas, com alguma paciência e determinação, ainda é possível surfar com pouca gente e em ondas mais “secretas”.

Tomar um banho sagrado em Tirta Empul

Tirta Empul significa algo como “nascente de água sagrada”. Também por vezes conhecido como “Templo da Água”, este é um dos templos mais importantes para os hindus balineses, que aí se deslocam com regularidade para um ritual de purificação. A primeira vez que fui a Tirta Empul era fim-de-semana e, por isso, tive a sorte que encontrar lá imensa população local!

Acordar em frente ao vulcão no Lago Batur (Danau Batur)

O Lago Batur e a toda área à sua volta são destinos ainda com muito para explorar! A maior parte dos visitantes, costuma lá ir num tour de um dia a partir de Ubud ou, os que gostam de trekking, para a subida do vulcão Gunung Batur ao nascer do sol. A localidade mais conhecida desta zona é Kintamani, que tem vistas deslumbrantes sobre o lago e o vulcão. Para quem tem tempo, a minha recomendação é alugar uma mota em Ubud e tirar dois ou três dias para passear até lá, não esquecendo de fazer a estrada tipo “montanha russa” que circunda o lago e ficar a dormir numa casa familiar nas margens nas suas margens!

Lago Bratan (Danau Bratan)

O templo Pura Ulun Danu Bratan, localizado numa das margens do lago Bratan, perto de Candikuning, é um dos templos mais fotografados de Bali. Esta é uma zona mais muçulmana (a religião principal em Bali é o Hinduísmo) e há uma grande mesquita perto do lago. Lembro-me de estar lá, ao pôr-do-sol, e ouvir o chamamento para a reza a ecoar pelos altifalantes… foi mágico! Aos Domingos e feriados os jardins à volta do lago costumam ser frequentadas por famílias locais.

Saltar de ilha em ilha nas Gili

As Gili são, na realidade, umas pequenas ilhas situadas na costa noroeste de Lombok mas, como é possível lá chegar facilmente desde Bali, começaram a ser um destino comum para quem viaja para a ilha dos deuses. Apesar de serem quase “coladas”, as três ilhas (Trawangan, Meno e Air) são bastante diferentes em termos de ambiente. A Gili T é uma ilha mais de festa e noitadas; a Meno é precisamente o inverso, sendo mais adequada a casais românticos e famílias; e a Air, a minha preferida, é um bocadinho o meio termo entras as outras duas. A cor da água, o snorkeling e o mergulho são excelentes, não há carros nem motas e o pôr-do-sol é fenomenal!

Ser feliz em Nusa Lembongan

Nusa Lembongan é uma pequena ilha situada, a cerca de 30 minutos de barco, ao largo da costa sudeste de Bali e um dos sítios que mais gosto de visitar e passar uns dias. O barulho e o movimento frenético ficam para trás e aqui pode-se disfrutar de alguma calma e tranquilidade, num ambiente ainda bastante local onde nos sentimos bem-vindos. A melhor forma de explorar a ilha é alugar uma scooter, pegar num mapa e numa aplicação dom GPS e ir! Sem esquecer passar a ponte para o lado de Ceningan e terminar o dia com um pôr-do-sol na ponta da praia de Jungut Batu.

Fazer aulas ou um curso de yoga

Nos últimos anos, assistiu-se a um grande boom do yoga um pouco por todo o mundo e Bali tem sido um dos seus expoentes máximos. Confesso que não sou praticante mas tenho amigos e amigas profundamente ligadas ao assunto, inclusivamente como professores. Assim, estas recomendações são baseadas mais no seu conhecimento e experiencia do que nos meus. Em Canggu, falaram-me bem da Serenity Eco Guesthouse e da The Chillhouse. Em Uluwatu, uma amiga minha tirou um curso intensivo no Yoga Searcher e não podia ter ficado mais satisfeita. Em Ubud, não sei recomendar nenhum sítio em especial mas sei que também há imensos.

Descobrir praias secretas e desertas

Por incrível que pareça, ainda é possível encontrar praias quase desertas em Bali. E, muitas delas, nem estão tão isoladas e escondidas quanto isso. Basta ser um pouco curioso e aventureiro, pegar na mota e… ir procurar! Vai uma ajudinha? Comecem, por exemplo, por Nyang Nyang, Gunung Payung, Karma Beach e Geger Beach. Mas há mais! :)

Ver e ser visto durante um sunset num beach club da moda

Não há como contornar isto! Bem… haver até há mas, nem mesmo os mais anti-sociais (como alguém que eu conheço), conseguem resistir durante muito tempo e acabam por ir lá parar! :) Brincadeiras à parte, desde Canggu e Seminyak até Jimbaran e Uluwatu, há vários beach clubs mais ou menos exclusivos. Alguns dos mais conhecidos são o Potato Head, o Kudeta, o Rock Bar, o El Kabron.

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